Curso: Monitoramento e Métricas (23 e 24/05)

Nesse fim-de-semana, 23 e 24 de maio, eu e a Pri Muniz vamos ministrar um curso focado em monitoramento e métricas de mídias sociais. O curso será presencial, em São Paulo (Vila Mariana). :)

Pra quem quer se especializar na área, esta é a oportunidade de unir teoria e prática em um curso de 16 horas, oferecido pelo Quero Ser Social Media, projeto que faço parte desde seu início.

Quem quiser saber mais informações e se inscrever (restam poucas vagas!), clique aqui. Será um prazer recebê-los. :)

 

Programação do curso:

1 – Monitoramento I
- O que é monitoramento de mídias sociais?
- Quais são os objetivos deste trabalho?
- Planejamento: Estrutura de Palavras-chave
- Planejamento: Estrutura Classificação e Categorias
- Fluxo de trabalho
- Tipos de análise possíveis: marcas, produtos, concorrência, crises, públicos, SAC, etc.
- Dúvidas, dificuldades e exemplos

2 – Monitoramento II
- Ferramentas: critérios de avaliação
- Pesquisa de mercado
- Gestão de crises
- Tendências e desafios
- Integração com outras disciplinas (Social, Mídia, Web Analytics, etc.)

3 – Métricas I
- O que são métricas para mídias sociais?
- Quais são os objetivos deste trabalho?
- Métricas, metas e KPIs
- Tipos de métricas de cada rede social
- Tipos de análise possíveis
- Ferramentas: critérios de avaliação
- Exemplos

4 – Métricas II
- Google Analytics para Social Media (parametrização de URLs, modelos de atribuição)
- Social Ads – métricas e otimizações
- ROI (leads, $)
- Estudos e modelos de análise

5 – Relatórios
- Objetivos
- Análise de dados (quantitativa / qualitativa)
- Informações básicas (guideline)
- Visualização de dados / formatos
- Relatórios para diferentes tipos de público
- Modelos
- Dicas do que não pode faltar em um relatório
- Dashboards e informação em tempo real

6 – Parte prática:

Execução + discussão das apresentações

Livros de 2014: uma coincidência interessante

Nunca direcionei minhas escolhas literárias de acordo com o gênero do autor. Isso sempre me passou despercebido. Entretanto, em 2014, depois do 7º livro, notei uma coisa: só li livros escritos por mulheres! Uma coincidência interessante, né?

Segue a lista!

1) Tina Fey – Bossypants / A Poderosa Chefona: já escrevi aqui no blog!

2) Sheryl Sandberg – Lean In / Faça Acontecer: esse livro eu vi num post de uma amiga, acho que da Leli, se não me engano. Fiquei com um pouquinho de preconceito por causa do título, mas achei que valia a pena tentar. E como valeu!

A Sheryl é Diretora de Operações do Facebook e conta sua trajetória pessoal e profissional para “chegar lá”. Durante o texto, a autora aborda uma série de questões femininas em relação à liderança, os conflitos e as dúvidas; e é muito comprometida com a redução da desigualdade de gênero no ambiente de trabalho.

3) Nathalie Trutmann – O Misterioso Significado do Dinheiro: conheci a Nathalie em 2011, em um evento do TED, o TEDxValedosVinhedos, organizado pela minha querida Dani. A Nathalie é Diretora de Inovação da FIAP e uma guatemalteca cheia de histórias incríveis para contar. Assista a palestra dela aqui.

Continuei acompanhando o seu trabalho pelo Facebook e, quando soube que ela tinha lançado um livro sobre sua relação nada ortodoxa com o dinheiro, comprei na hora. É um livro curtinho, que nos ajuda a entender porque algumas pessoas são tão ligadas, dependentes ou “nem aí” para o dinheiro. Através de experiências pessoais e também referências externas, a autora conta como descobrir qual a sua relação com esse misterioso “ingrediente” das nossas vidas.

4) Bel Pesce – Procuram-se Super-Heróis: conheci o trabalho da Bel um pouco antes do lançamento do livro A Menina do Vale (que eu ainda não li, por sinal!). Admiro a mente otimista e executora que ela transparece ter, e suas conquistas surpreendentes aos 25 anos.

No livro, que tem prefácio de Hugo Barra (ex-VP @ Android/Google), a Bel fala como desenvolver habilidades essenciais para enfrentar o dia-a-dia das relações profissionais e pessoais. É recheado de conselhos que todo mundo já conhece (empatia, otimismo, perseverança, atitude, respeito, etc.) mas que sempre vale a pena relembrar, pois parecem esquecidos no nosso cotidiano. Apesar de ser um pouco utópico e HIPER-otimista, o livro vale a pena, principalmente se você estiver disposto a aceitar as dicas com o coração e a mente abertos.

5) Carla Faour – A Arte de Escutar: esse livro veio em uma promoção da Amazon, gratuito por um dia. Não tinha nenhuma referência, mas como me interesso muito pela “arte de escutar” (inclusive, trabalho com isso!), comecei a ler. O livro fala de uma menina que possui uma espécie de “ímã” para gente maluca contar suas histórias pra ela, que ouve tudo atentamente. Assim, ela acaba conhecendo cada vez mais de perto as loucuras individuais que nos cercam. Do meio pro final, o livro começa a ficar meio enrolado… mas foi uma leitura rápida e bacana.

6) Gillian Flynn – Gone Girl / Garota Exemplar: uma grande surpresa! É como posso resumir o livro de Flynn. Como vocês podem ver por essa lista de livros, eu estou um pouco “afastada” da ficção, devido ao ritmo de TCC + trabalho em 2013, e a enxurrada de leituras necessárias para ambos. Aí rola a crise de consciência de ler ficção ao invés de livros técnicos ou acadêmicos. Eu sei que é uma bobagem, e já estou tentando consertar isso! Então pedi uma indicação para a Dri para fazer as pazes com a ficção, que me apareceu com Garota Exemplar. O título me pareceu um pouco estranho, inicialmente. Mas como foi uma indicação de uma pessoa que confio (e que lê muito!), decidi dar uma “chance”. E o livro é muito bom!

É um livro sobre um casamento em ruínas. Uma mulher (Amy Dunne) desaparece misteriosamente no dia de seu aniversário de casamento, e o principal suspeito é, obviamente, o marido (Nick Dunne). O terror psicológico que se passa na cabeça dos protagonistas é envolvente, e as últimas 200 páginas prendem completamente você, daquele tipo de livro que do nada são 3 horas da manhã e você ainda não foi dormir.

Garota Exemplar vai virar filme em outubro, com Ben Affleck no papel de Nick Dunne e direção de David Fincher (A Rede Social). Oba!

7) danah boyd - It’s Complicated: esse eu comecei há pouco tempo e estou adorando! Mas também já falei dele aqui no blog!

Tem alguma sugestão/indicação? Envia pra mim nos comentários :)

Dicas de como começar no mercado digital: pesquisar, aprender, publicar!

Graças a um pouco de sorte, bons amigos e bastaaaante trabalho, estou no mercado digital há 5 anos. Não é muito tempo, visto a idade do planeta Terra e também a experiência de amigos que tiveram a oportunidade de começar antes (sdds Orkut). Mesmo assim, estou muito feliz por ter chegado onde cheguei: trabalho em uma agência bacana, com ótimos colegas e bons clientes. Óbvio que nem tudo é um mar de rosas, e também sei que tenho um caminho bem longo pela frente!

Ainda assim, toda semana alguém me pergunta como começar a trabalhar com digital. Ouço reclamações de que o mercado é fechado, que é difícil começar sem experiência, etc. Eu mesma reforçava esse discurso. Eu compreendo – realmente o mercado é fechado e a maioria das boas vagas ainda rola por indicação, mas discordo em certos pontos. Acho que tem muita coisa que podemos fazer enquanto a oportunidade não bate à nossa porta.

Por isso reuni aqui algumas dicas que eu sempre passo para todo mundo que me pergunta por onde começar! Pode parecer um pouco presunçoso, mas acho que pode ajudar alguém por aí e por isso resolvi compartilhar. :)

1) Faça um blog! Ou escreva no blog de um amigo. Ou no blog da empresa. Ou qualquer outro lugar, mas escreva! O objetivo principal aqui não é ganhar dinheiro com o blog ou ter uma audiência gigantesca. As vantagens são muitas:

- Você fica mais atualizado sobre os temas que se interessa: o blog te “obriga” a sempre saber o que está rolando, o que está sendo publicado por aí, a estar sempre “up-to-date”.

- Você aprende as dinâmicas de publicar conteúdo frequente: seleção de pauta, conteúdo quente/frio, “encontrabilidade”, busca por imagens, divulgação do post (sem ser chato), relacionamento com outros blogs…

- Você começa a escrever melhor: é o hábito de ler e escrever frequentemente que torna o seu texto bom, fluido, com referências. E isso ajuda em tudo, pois você sempre vai ter que escrever: e-mails, posts, relatórios, etc.

- Você conhece muita gente – e muitas pessoas conhecem você. Principalmente se forem blogs coletivos. Você nem imagina onde pode chegar seu conteúdo! Além disso, você compartilha conhecimento, que é a melhor maneira de se tornar referência na sua área.

Mas eu não tenho tempo“, “trabalho a semana inteira, no fim-de-semana eu só quero dormir“. Pois é, mas a gente tem que fazer algumas escolhas chatas. Se você quiser começar por algum lugar, talvez tenha que perder algumas noites. Pelo menos comigo foi assim: comecei a escrever com meu professor Alex Primo (quanta honra!), e quantas madrugadas foram embora… Um blog chamou outro, que chamou um estágio, que chamou outro convite, e assim por diante.

Não estou dizendo que você tem que virar o Mashable e atualizar o blog 5x por dia. Tenha seu próprio ritmo: lembre-se que o objetivo não é ganhar dinheiro através do AdSense, e sim criar sua presença digital!

2) Presença digital e Networking

Além de um blog, vale manter o LinkedIn sempre atualizado, compartilhar conteúdo bacana no seu Twitter/Facebook/Tumblr (ou outras redes que você preferir), participar de grupos de discussão no Facebook. É seu “cartão de visitas”, sua vitrine.

Particularmente, o Twitter é a rede em que mais conheci profissionais interessantes: alguns viraram amigos como @tarushijio, @primuniz, @bilaamorim, @tarrask, entre outros. Ainda hoje surgem bons contatos profissionais através dessas redes.

Mais do que só postar links, vale também iniciar uma conversa, trocar mensagens, começar um relacionamento mesmo! Manter uma rede de contatos ativa dá trabalho, mas vale muito a pena. Também vale investir em cursos, eventos e happy hours para encontrar pessoalmente essas pessoas e estreitar ainda mais os laços.

PS: não conheço ninguém que contrata por causa de curso X ou Y. os cursos geralmente servem para conhecer gente e aprender coisas, não como garantia de contratação.

3) Iniciativa (ou cara-de-pau, para os íntimos)

- Para aprender: com a quantidade de materiais disponíveis de graça na internet, não há mais desculpas para não se mexer. As dezenas de cursos MOOC (massive online open courses), como o Coursera, o conteúdo super rico do SlideShare, as centenas de ferramentas gratuitas disponíveis por aí… pesquise, leia, estude.

- Para treinar: faça uma fan page para seu blog, baixe o Facebook Insights para aprender a analisar as métricas. Coloque Google Analytics no seu blog e comece a mexer! Teste ferramentas que possuem free trial! Busque tutoriais e tente fazer, se preciso peça ajuda de outros profissionais. E ah, que eu lembre o Google libera cupons para você aprender a usar no Adwords. :)

- Para produzir: outra coisa que eu sempre escuto: “mas eu ainda não tenho clientes!”. Não tem problema, bora produzir conteúdo! Se você não tem experiência em agência, comece a construir sua própria experiência, ainda que seja com seus próprios canais.

Publique uma sugestão de um planejamento para uma marca, um tutorial de como usar uma ferramenta. Por quê não pesquisar sobre um assunto que esteja bombando (ex: estreia de um filme) e fazer um relatório sobre isso? Ou usar uma ferramenta como o Fan Page Karma, que é super completa, e fazer uma análise de uma página que está em evidência? Vale tudo, o conteúdo é seu!

Publique, peça opinião de outros profissionais, compartilhe! Aproveite os recursos da internet para aprender, treinar e produzir cada vez mais, mostrando seu potencial, ainda que não seja com um cliente “real”. O retorno é recompensador.

Ufa! Ficou longo demais!

O mercado digital possui muitas vagas abertas e está carente por bons profissionais – e, dependendo do cargo, não é a experiência anterior que conta. É a iniciativa, o interesse, e isso envolve não só dizer o quanto você tem essas características, e sim o que você faz a partir delas.

Boa sorte :)

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UPDATE:

Exemplos de materiais:

Pri Muniz: http://pt.slideshare.net/papercliq/estrategias-de-conteudo-para-facebook (33mil visualizações!)

Siri: http://pt.slideshare.net/juniorsiri/como-tornar-didticos-e-dinmicos-seus-relatrios-de-monitoramento-e-mtricas

Tarcízio: http://pt.slideshare.net/tarushijio/techday-ufma-metricas-em-midias-sociais

 

Estudo “Twitter Influence”, da Burson-Marsteller

“Usuários do Twitter que seguem as 100 maiores empresas do mundo são mais conectados e influentes, apontou o Estudo Global B-M “Twitter Influence”, pesquisa mundial da Burson-Marsteller que traçou o perfil dos seguidores de grandes corporações. 

O estudo foi produzido pela Burson-Marsteller, empresa global líder em relações públicas, em parceria com a StatSocial, plataforma de análise de mídias sociais, e estudou os mais de quatro milhões de seguidores das 100 maiores empresas do ranking da Fortune. Foi identificado que os seguidores de grandes empresas têm, em média, 735 conexões em seus canais de mídias sociais, contra 300 da média geral.”

via @tarushijio

 

[EBOOK] It’s complicated, danah boyd

A pesquisadora danah boyd  é uma das figuras mais conhecidas do meio acadêmico quando estamos falando de mídias sociais, cultura e tecnologia. Além de trabalhar na Microsoft Research, ela leciona na New York University e desenvolve pesquisas com o Harvard University’s Berkman Center for Internet and Society.

A danah disponibilizou uma versão gratuita do seu recém lançado It’s Complicated: The Social Lives of Networked Teens, livro sobre adolescentes e sua relação com a tecnologia e as redes sociais.

Corre aqui para baixar: danah.org/itscomplicated

itscomplicated

PS: eu já tinha comprado o livro pro Kindle antes de ver essa cópia em PDF, mas não me arrependi. É uma maneira de ajudar e incentivar a produção acadêmica em um campo que muito me interessa :D

Se você também quiser comprar, eis o link.