LinkedIn e uma nova maneira de visualizar seus contatos

Uma das grandes tendências para este ano, as ferramentas de visualização de dados (Data Viz) conquistam cada vez mais adeptos. O Linked In também entrou nessa e acaba de lançar uma interessante ferramenta de visualização de dados: o InMaps.

Projeto experimental do Linked Labs, o InMaps mostra as conexões entre seus contatos e os separa em grupos (por interesses e trabalhos anteriores), o que possibilita conhecer melhor a interrelação de sua rede profissional. Ao clicar nos “nós” que identificam os perfis, é possível ver sua ligação com os outros grupos, além de identificar hubs e lideranças: alguns contatos ficam restritos a círculos específicos (faculdade, por exemplo), outros transitam melhor em todos os grupos.

Já existem iniciativas semelhantes para outras mídias sociais, mas a ferramenta do Linked In tem um aspecto visual incrível. Explore!

Wikileaks, Tunísia e a mudança contínua

por Julien Bezerra, Daniel Souza e Mariana Oliveira

No artigo da New Yorker intitulado “Pequenas Mudanças“, Malcolm Gladwell afirma que as mídias sociais, especificamente o Twitter e o Facebook, nunca serão eficazes para a organização de movimentos de ativismo social, pois as conexões feitas por estas redes são construídas a partir de “laços fracos”. Ele argumenta que convencer pessoas a participar de movimentos ativistas exige relações de “laços fortes” – que não podem ser atingidos através da web. Gladwell não acredita em contribuições das mídias sociais que possam ir além de trivialidades como auxiliar na recuperação de um celular roubado.

opciones binarias 101.es Gladwell traz um argumento convincente, mas falha ao não reconhecer a inovação acelerada das mídias sociais. Em apenas cinco anos, as redes online se tornaram a ferramenta ideal para conectar pessoas de todo o mundo, circular informação e interagir com comunidades. As possibilidades são imensas, com cada inovação inspirando a próxima, e cada vez mais pessoas estão inseridas nessa realidade. No entanto, o potencial que estas redes têm de influenciar o ativismo social ainda não foi plenamente reconhecido.

come si gioca in borsa online Neste contexto, uma das características mais intrigantes das mídias sociais é a capacidade de influenciar pessoas. Sabemos que os círculos de influência existem no ambiente online, assim como existem na “vida real”. E se fosse possível medir a influência das pessoas nas mídias sociais? Agências de marketing e empresas de TI estão tentando desenvolver tecnologias que possam quantificar essa influência.

binäre optionen ipad A empresa de publicidade online Razorfish, uma das partes interessadas, está estudando tais círculos de influência com a esperança de compreender como negociar diretamente com as pessoas que mais influenciam nestes ambientes digitais. Uma vez que essas tecnologias se tornem comuns, poderão ser benéficas para os movimentos sociais, pois ativistas serão capazes de definir e “mirar” as pessoas mais influentes em grupos demográficos específicos.

milionario con opzioni binarie Em seu artigo, Gladwell questiona a capacidade dos “laços fracos” estabelecidos nas redes sociais de motivar o ativismo social. No entanto, esta generalização não considera o valor dos círculos de influência – e seus laços fortes. Ainda que um convite para um grupo no Facebook não estimule a motivação genuína, uma mensagem segmentada – transmitida através de canais de influência – tem maiores chances de aumentar a consciência sobre a causa e a conseqüente participação no movimento.

http://fiontar.ie/?v=binäre-optionen-roulette-strategie binäre optionen roulette strategie A força anônima pró-Wikileaks

what time can you trade binary options Os recentes acontecimentos envolvendo o escândalo WikiLeaks desafiam diretamente a afirmação de Gladwell. Quando Visa, MasterCard e PayPal suspenderam as contas que recebiam doações para o WikiLeaks, um grupo de hackers intitulado “Anonymous” revidou com um ataque cibernético organizado no mundo inteiro, atingindo os sites das respectivas empresas. Uma citação no New York Times de um dos hackers revela que a motivação por trás dos ataques é impedir a censura na Internet: o grupo Anonymous acredita que, “se deixarmos o movimento WikiLeaks cair sem luta, os governos pensarão que podem simplesmente derrubar sites que não sejam do seu interesse ou discordem das suas ideias.”

binaire opties voor dummies Os membros do Anonymous estão claramente engajados em sua resistência à iniciativa do governo de censurar a internet. Além disso, seus ataques cibernéticos organizados devem ser vistos como de “alto risco” no contexto do ativismo social, considerando as conseqüências que aguardam os hackers – caso capturados pelas autoridades. Pelo menos um dos membros, um estudante holandês de 16 anos, está enfrentando acusações por seu envolvimento nos ataques à Visa e Mastercard.

igmarkets opzioni binarie Um dos meios que o grupo Anonymous utilizou para se organizar foi um perfil no Twitter, o que pode ser considerado um ótimo exemplo do potencial de eficácia das redes sociais quando falamos de engajamento e ativismo social de alto risco. O artigo do New York Times, “Ataques na web encontram uma causa no movimento WikiLeaks“,  explica que o grupo Anonymous usou a conta do Twitter, já removida, para coordenar seus ataques cibernéticos, postando as palavras “Fogo agora”.

wetgeving binaire opties Os hackers que fazem parte do grupo já estavam de sobreaviso, e esta postagem no Twitter apenas unificou suas ações para acontecerem no mesmo momento, gerando uma onda de ataques suficientes para derrubar temporariamente sites de grandes corporações. Embora possa parecer um evento isolado, a segurança cibernética emergiu rapidamente como uma questão importante na política mundial. Mesmo que o Twitter não possa ser considerado um dos responsáveis pelo ataque (ou seja, mesmo se o perfil não existisse, a ação também ocorreria de outras formas), certamente serviu de suporte para a organização do movimento.

opzioni binarie forum al femminile Tunísia: a queda de Ben Ali

Billigt Strattera nätet Há 23 anos no poder, o ditador Ben Ali renunciou ao governo da Tunísia, após um mês de ameaças e reações da população a seu regime corrupto e adepto da censura. Apesar de ser um país próspero em comparação aos seus vizinhos árabes, os tunisianos vivem sob uma espécie de “pacto” com o ditador, aceitando implicitamente um governo onipresente e controlador em troca de serviços públicos de qualidade. Entretanto, a corrupção e a desigualdade social, aliadas à censura das liberdades individuais e de imprensa, geraram um clima de insatisfação generalizada na população.

big options broker Os protestos iniciaram em dezembro de 2010, quando um jovem ateou fogo em seu próprio corpo em resposta a uma repreensão da polícia, que o proibiu de comercializar frutas na rua alegando a falta de uma licença do governo. Este episódio desencadeou uma onda de protestos da população tunisiana contra aspectos do governo de Ben Ali, como o alto desemprego. A resposta violenta das autoridades fez com que os militantes ganhassem ainda mais força. Entretanto, a mídia local estava proibida de cobrir os acontecimentos –  e aí é que entra o papel das mídias sociais neste movimento político.

Köp Kamagra Twitter e Facebook, como grandes redes de distribuição de informação, juntamente com blogs e sites de compartilhamento de vídeo como Youtube e DailyMotion, foram importantes fontes para abastecer a população sobre a situação alarmante do país, bem como alertar a comunidade internacional. Mais do que isso, as mídias sociais possibilitaram que os militantes organizassem seus próximos protestos de uma forma mais abrangente, concedendo maior visibilidade ao movimento ativista que, no dia 15 de janeiro, causou a renúncia de Ben Ali.

trading tradizionale online Considerações sobre Ativismo político x Mídias Sociais

http://steinbierkeller.com/?veselo=demo-opzioni-binarie-gratis&61a=73 demo opzioni binarie gratis Em resposta às declarações de Malcolm Gladwell, o professor e sociólogo Clay Shirky escreveu um artigo para a Foreign Affairs Magazine argumentando que as mídias sociais não deixaram as pessoas irritadas o suficiente para agir (em movimentos políticos, por exemplo), mas ajudaram pessoas irritadas a coordenarem suas ações. E que essas redes de comunicação online podem não liderar uma revolução, mas com certeza ajudam na sua concepção. Além disso, o acompanhamento das mídias sociais pode ter um importante papel de identificar os atores de influência nestas redes, desde pessoas que já estejam envolvidas no movimento até aquelas que apenas simpatizam com a causa, abrindo caminho para estreitar este relacionamento. A organização e o engajamento dessas pessoas podem ser cruciais para o sucesso de uma ação coordenada.

http://lindsaydobsonphotography.com/?kos=optionbit-com&af3=ec optionbit com Ainda que o episódio Wikileaks tenha demonstrado o potencial de eficácia e organização das pessoas através da web, é precipitado atribuir exclusivamente às mídias sociais este mérito. A tecnologia e as ferramentas de web 2.0 vêm adquirindo um papel importante nos movimentos ativistas no papel de facilitadoras e catalisadoras, e não como responsáveis pelo processo. Assim, é pouco provável que possamos chamar os recentes episódios da Tunísia de uma Revolução Twittada, e a renúncia do ditador não é uma “vitória das mídias sociais”. Os protestos aconteceram porque os tunisianos estavam insatisfeitos perante um regime ditatorial de anos, que sufocava suas liberdades individuais, entre outras dificuldades.

http://moo-creative.com/?santas=bee-options bee options O Twitter e as outras redes sociais adquiriram um importante papel de expressão e auto-organização para estas pessoas, mas sem este cenário de insatisfação e a conseqüente mobilização offline, a revolução não teria acontecido. Com essa ressalva, é inegável a contribuição expressiva das mídias sociais para o ativismo político da Tunísia, que assim como já demonstrado em outros casos (Irã, Wikileaks e Ficha Limpa), concedeu um ambiente de expressão e desencadeou reações na população, materializadas nos protestos físicos. A combinação dos fatores é que possibilitou o cenário que temos atualmente: a renúncia de Ben Ali, a iminente reconstrução política do país e possíveis conseqüências nos regimes vizinhos à Tunísia, conhecidos também por serem nada democráticos – e que estarão cada vez  mais vulneráveis a partir do momento em que a população identifica novas fontes legítimas de informação e expressão.

As possibilidades de interação, expressão e auto-organização que as mídias sociais proporcionaram a ativistas, hackers, militantes e a todos os envolvidos adquiriu um papel crucial nestes movimentos políticos, o que já contrasta com a opinião de Gladwell sobre a inconsistência e ineficácia do papel das mídias sociais em movimentos políticos. Certamente, é muito cedo para desprezar tal contribuição no âmbito do ativismo, bem como classificar as relações estabelecidas na web como construídas em torno de laços fracos. E, mesmo que fossem assim classificados, tais “laços fracos” ajudaram mais no fortalecimento destes movimentos sociais do que a mídia tradicional, através da criação de eventos que não poderiam ser planejados aos olhos da imprensa, mas que obtêm resultados inesperados e, em muitas vezes, proveitosos.

Fontes:

http://www.newyorker.com/reporting/2010/10/04/101004fa_fact_gladwell

http://thelede.blogs.nytimes.com/2010/12/08/operation-payback-targets-mastercard-and-paypal-sites-to-avenge-wikileaks/

http://fluent.razorfish.com/publication/index.php?i=&m=6540&l=1&p=5&pre=&ver=swf

http://www.ethanzuckerman.com/blog/2011/01/12/what-if-tunisia-had-a-revolutio…

http://neteffect.foreignpolicy.com/posts/2009/04/10/moldovas_twitter_revolution_is_not_a_myth

http://www.huffingtonpost.com/firas-alatraqchi/tunisias-revolution-was-t_b_809131.html

http://www.foreignaffairs.com/articles/67038/clay-shirky/the-political-power-of-social-media

http://www.foreignpolicy.com/articles/2011/01/14/the_first_twitter_revolution?page=0,1

http://gigaom.com/2011/01/14/was-what-happened-in-tunisia-a-twitter-revolution/

http://technosociology.org/?p=263

http://www.nytimes.com/2010/12/10/world/10wiki.html

Para evitar a procrastinação: não finalize suas tarefas!

Início de ano é sinônimo de resoluções: ler mais, iniciar um novo projeto, parar de fumar – e pela internet afora encontramos centenas de dicas para transformar essas resoluções em realidade.

“Como melhorar seu foco e concentração” está sempre entre os “how to” mais procurados: a fuga da procrastinação. Não podemos começar o ano deixando para amanhã… bom, você já sabe o ditado. Entre os conselhos mais clichês para melhorar a produtividade, como concentrar-se numa tarefa só, não ser interrompido por pessoas e barulhos constantes e evitar o trio Gmail-Twitter-Facebook, encontrei uma dica pouco usual: não finalize suas tarefas.

Pode até parecer contraditório. Segundo Roald Dahl – autor de livros clássicos como A Fantástica Fábrica de Chocolate, – a melhor dica para evitar a tão temida procrastinação é… deixar as tarefas incompletas! Isso mesmo: o escritor recomenda que você não vá até o fim de um capítulo que está quase acabando, nem conclua aquele texto que exige mais um ou dois parágrafos. Pelo menos não antes de começar um projeto novo.

O lema é “nunca retorne para uma página em branco” e a ideia é a seguinte: quando estamos envolvidos em alguma coisa, adquirimos um ritmo de produtividade e, ao terminar, teremos que iniciar a próxima a partir do zero – quebrando a dinâmica. Uma página em branco é sempre assustadora, trazendo consigo bloqueios mentais. Ao perceber que estamos concluindo alguma tarefa, o ideal é interrompê-la e começar algo novo. Voltaremos depois e, ao conclui-la, teremos na manga um outro projeto já em andamento –  o que torna mais confortável que o continuemos, mantendo o embalo. Não é que faz sentido?

PS: mas tem que voltar e acabar a tarefa, viu? ;)

via Lifehacker