[EBOOK] It’s complicated, danah boyd

A pesquisadora danah boyd  é uma das figuras mais conhecidas do meio acadêmico quando estamos falando de mídias sociais, cultura e tecnologia. Além de trabalhar na Microsoft Research, ela leciona na New York University e desenvolve pesquisas com o Harvard University’s Berkman Center for Internet and Society.

A danah disponibilizou uma versão gratuita do seu recém lançado my life site de rencontre binäre optionen einfache strategie planet earth singles dating site grafici forex multipli in tempo reale site de rencontre slovenie rencontres de l'officine 2010 go now opcje binarne bdswiss opinie site de rencontre pour ado sans inscription et gratuit visit the website It’s Complicated: The Social Lives of Networked Teens, livro sobre adolescentes e sua relação com a tecnologia e as redes sociais.

Corre aqui para baixar: danah.org/itscomplicated

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PS: eu já tinha comprado o livro pro Kindle antes de ver essa cópia em PDF, mas não me arrependi. É uma maneira de ajudar e incentivar a produção acadêmica em um campo que muito me interessa :D

Se você também quiser comprar, eis o link.

Conheça o projeto Polyteck: ciência e tecnologia em revista

Hoje um título de post publicado em um grupo de Facebook me chamou a atenção: “Como o seu comportamento pode transformar as universidades“. Esse é um assunto que me interessa bastante, e tive uma grata surpresa ao ler o post. :)

Trata-se de uma revista chamada Polyteck, focada em tecnologia e ciência de ponta e distribuída gratuitamente nas universidades. A ideia é de André Sionek, estudante de Física da UFPR, que estudou na University of Pensilvannia através do programa Ciência Sem Fronteiras do Governo Federal.

Segundo André, na temporada na universidade norte-americana, ele percebeu diferenças no típico aluno norte-americano e brasileiro, como a falta de interesse do estudante brasileiro pelo que há de novo no campo da tecnologia e ciência e pelo estudo/conhecimento de forma geral (salvo exceções, é claro).

Isso acabou gerando uma ideia para contribuir com a disseminação do conhecimento entre os universitários brasileiros. Nas palavras do fundador da Polyteck:

“Ao voltar do intercâmbio eu criei, junto com alguns colegas, uma revista de tecnologia e ciência que é distribuída gratuitamente dentro das universidades. O nosso objetivo é entregar a revista para os milhares de universitários que estão acomodados nas universidades. Jovens que não tem iniciativa para acessar algum blog sobre ciência na internet e muito menos vontade de ler um artigo científico ou um conteúdo mais aprofundado. Publicamos adaptações de artigos científicos de periódicos de alto impacto. Não simplificamos muito o conteúdo, pois acreditamos que os universitários tem capacidade para (e precisam) entender textos mais técnicos e procurar mais informações no artigo original caso tenham dúvidas. (…)

Quando um aluno lê a nossa revista dentro da universidade ele influencia os que estão ao seu redor, torna público o fato de que se interessa por tecnologia e ciência. E isso pode motivar mais jovens a lerem e se manterem atualizados com o que ocorre na tecnologia e ciência. Queremos criar esse resíduo de comportamento que vai influenciar e causar mudanças no comportamento de mais universitários.”

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A intenção dos fundadores do projeto é distribuir a Polyteck, que já está na sua 4ª edição, em outras universidades brasileiras. Para isso, estão com um projeto de financiamento no Catarse, em que pode-se contribuir com a causa a partir de R$ 10.

Sempre tive muito interesse no que é produzido e publicado pelo ambiente acadêmico e acredito que iniciativas como essa ajudam a reduzir o gap entre o mercado e a academia. Acredito que esse projeto é muito válido e pode realmente incentivar a busca pelo conhecimento e uma mudança no comportamento de muitos estudantes Brasil afora. Eu já contribui! E você?

 

Como vender um projeto de monitoramento em mídias sociais

Eu e a Cinara somos amigas de longa data (longa mesmo!). Mais do que amigas, sempre fomos parceiras profissionais, no sentido de admiração, conselhos e dúvidas compartilhadas. Em muitos momentos importantes, tanto da minha carreira quanto da dela, fomos decisivas – ou no mínimo presentes.

No final de 2013, ela participou de um projeto que me deu muito orgulho, principalmente por tratar-se da área que escolhi trabalhar: um ebook sobre monitoramento em mídias sociais, em conjunto com o pessoal do Scup.

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Mais do que técnicas e estratégias, o que o ebook busca ensinar é como fazer e vender um projeto de monitoramento: dimensionamento, precificação, estimativas, premissas e disclaimers são alguns dos tópicos abordados, por vezes “esquecidos” em muitas propostas. São 30 páginas recheadas de dicas úteis para quem trabalha com mídias sociais, principalmente gestores e profissionais responsáveis por novos negócios.

Recomendo fortemente a leitura e, como bônus, nesta semana o Scup promove um webinar sobre o ebook. No dia 30/01, às 17h, a Cinara estará online para conversar sobre o conteúdo e tirar dúvidas dos participantes do webinar. A inscrição é gratuita!

Tina Fey – Bossypants

Bossypants, ou em sua tradução brasileira “A Poderosa Chefona“, é um livro autobiográfico publicado pela comediante americana Tina Fey. Este foi um dos primeiros livros que comprei pro Kindle, e acabei sua leitura nessa semana.

Eu “conheci” a Tina Fey há pouco tempo, através da série 30 Rock, que é produzida, roteirizada e estrelada por Tina Fey. Eu assisto poucas séries de TV (como diz o @danielsouza, elas são um buraco negro de tempo) mas vi algumas temporadas de 30 Rock e gostei particularmente da persona Liz Lemon, personagem de Fey. A série mostra os bastidores da produção de um programa de TV fictício, baseado na experiência da própria Tina como roteirista do programa Saturday Night Live.

Sobre Bossypants: é um livro de humor, em que Tina Fey conta algumas passagens de sua vida, algumas pessoais, outras profissionais. No meio das histórias tragicômicas, é possível encontrar, de maneira discreta, conselhos sobre liderança feminina no ambiente de trabalho, dicas de “como-dar-conta-de-tudo”, como conciliar a maternidade com a dedicação profissional, entre outros.

Uma das passagens mais bacanas do livro acontece quando Fey apresenta as “4 leis da improvisação que vão mudar a sua vida”. Essas dicas rendem um excelente paralelo de como improvisar não só nos palcos, mas no dia-a-dia.

Peguei a tradução em um post do B9:

A primeira regra da improvisação é concordar. Sempre concorde e diga sim. Quando você está improvisando, isso significa que você é obrigado a concordar com o que seu parceiro criou. Então se nós estamos improvisando e eu digo,“Parado! Eu tenho uma arma!”, e você diz: “Isso não é uma arma. É o seu dedo. Você está apontando seu dedo para mim” nossa cena empacou. Mas se eu digo, “Parado! Eu tenho uma arma!” E você diz: “A arma que lhe dei para o Natal? Seu desgraçado!” nós começamos uma cena, porque concordamos que o meu dedo é na verdade uma arma de Natal.

Obviamente, na vida real você não vai sempre concordar com tudo que todo mundo diz. Mas a regra de Concordar nos faz respeitar o que o seu parceiro criou e começar com uma mente aberta. Comece com um sim e veja onde isso leva. Como improvisadora, sempre me irrito quando encontro alguém cuja primeira resposta é não. “Não, nós não podemos fazer isso”“Não, isso não está no orçamento”“Não vou segurar sua mão por um dólar” Que vida é essa?

A segunda regra da improvisação não é só para dizer que sim, mas SIM, E…. Você tem que concordar e, em seguida, acrescentar alguma coisa que criou. Se eu começar uma cena com “Caramba, como está quente aqui.”, e você simplesmente disser, “Sim …” a gente meio que ficou num impasse. Mas se eu disser: “Caramba, como está quente aqui.”, e você disser: “O que você esperava? Nós estamos no inferno.” Ou se eu disser: “Caramba, como está quente aqui.” e você disser: “Isso não deve ser nada bom para as estátuas de cera.” Ou se eu disser “Caramba, como está quente aqui.” e você diz: “Eu te falei pra não entrar na boca desse cachorro.” vamos chegar em algum lugar.

Para mim “SIM, E…” significa não ter medo de contribuir. Contribuir é sua responsabilidade. Certifique-se sempre de que você está adicionando algo à discussão. Suas adições são válidas.

A próxima regra é faça afirmações. Esta é uma forma positiva de dizer “Não faça perguntas o tempo todo.” Se estamos em uma cena e eu digo: “Quem é você? Onde estamos? O que estamos fazendo aqui? O que há nessa caixa?” Eu estou colocando pressão em você para chegar a todas as respostas. Em outras palavras: seja qual for o problema, seja parte da solução. Não basta sentar levantando questões e apontando os obstáculos. Todos nós já trabalhamos com gente assim. Essa pessoa é um saco.

Fazer afirmações também se aplica a nós mulheres: fale em afirmativas em vez de questões apologéticas. Ninguém quer ir a um médico que diz: “Eu vou ser seu cirurgião? Estou aqui para falar com você sobre o seu procedimento? Eu era o primeiro da minha turma na Universidade Johns Hopkins, sabe?” Faça afirmações, com suas ações e sua voz. Em vez de dizer “Onde estamos?” faça uma declaração como “Cá estamos na Espanha, Drácula!”. Tá bom, “Cá estamos na Espanha, Drácula!” pode parecer um início terrível de uma cena, mas isso nos leva à melhor regra:

Não existem erros, só oportunidades únicas. Se eu começar uma cena como o que eu acho que é muito claramente um policial andando de bicicleta, mas você acha que eu sou um hamster em uma roda de hamster, adivinhem? Agora eu sou um hamster em uma roda de hamster. Eu não vou parar tudo para explicar que na verdade era para ser uma moto. Quem sabe?

Segmentação de Público no Monitoramento de Mídias Sociais

O Tarcízio Silva, gerente de produto da Social Figures, acaba de publicar um material muito bacana sobre segmentação de público no monitoramento de mídias sociais.

O mais interessante é que o paper traz referências da pesquisa “tradicional” para o universo do monitoramento de mídias sociais. A busca por referências tradicionais nem sempre é comum para quem trabalha com mídias sociais, cujo discurso geralmente é de que “tudo novo”. Em monitoramento, é importante lembrar que temos muito o que absorver do que já foi estudado, publicado e ensinado sobre pesquisa, demografia, psicologia, comportamento, entre outros.

A classificação de menções em categorias, por exemplo, não tem nada de novo. Laurence Bardin, professora de Psicologia da Universidade de Paris V, escreveu sobre isso em 77, em seu livro Análise de Conteúdo (super recomendado, aliás).